Late Bloomers Quem diz que só há bons papéis para os novos? O que é o amor? A resposta dos jovens falará de atracção física, e do desejo de ficarem eternamente juntos. Na velhice serão a amizade e a rotina de décadas criadas no casal. Pelo meio há um monstro chamado meia-idade em que por não terem o primeiro tipo e não perceberem que têm o segundo não sabem o que sentem. A vida de Mary e Adam está assim. Aos 60 anos Adam recebeu um prémio carreira, metáfora para “devias estar reformado”. Mary vê isso como um sinal e começa a preparar-se para a fraqueza, os problemas de visão e demais maleitas. Já Adam vê isso como um reconhecimento do seu talento como arquitecto, começa a tentar provar que ainda consegue competir contra qualquer um e reúne um grupo de jovens para um projecto secreto. Essas formas tão díspares de estar na vida vão levar à separação do casal que terão de se redescobrir como indivíduos depois de meia vida juntos. É curiosa a tradução feita ao título. Enquanto em muitos países se ficaram pelo inglês “despertar tardio”, no sentido de descobrir tarde a juventude, em Portugal fomos para o invulgar “3×20 anos” do francês que remete para um regresso, uma terceira juventude. São duas formas distintas de ver o filme, margem permitida por não termos informações suficientes sobre os primeiros anos. No entanto sabemos que Adam era um workaholic e Mary era-lhe totalmente dedicada pelo que podem ter desperdiçado a juventude. Considero o título original e a ideia de que os 60 são os novos 20 como a mais fiel ao filme e a que deve ser vivida. A juventude é um estado de espírito e enquanto não pararmos não nos deixamos apanhar pela velhice. Aos 60, com os filhos já crescidos e (teoricamente) empregados, com a reforma quase à porta (até ver), somos livres para viver novamente. Apesar de ser muito americano, o estilo de Julie Gavras (filha de Costa-Gavras) e do cinema europeu está presente e as personagens italianas não o escondem. Grandes desempenhos de Isabella Rossellini, William Hurt e especialmente Doreen Mantle como líder de um grupo dos velhotes mais vivaços que o cinema já teve, tornam este filme uma delícia que se apreciará cada vez mais com a avançar da idade Aqui é-nos dito frontalmente para não pararmos de viver nem de amar. O importante é sermos felizes. Por isso mesmo é um filme que deve ser revisto a cada cinco anos no mínimo. Late Bloomers (2011) — 88 min - Drama, Comedy, Romance - 13/07/2011 Your rating: Late Bloomers é protagonizado por Isabella Rossellini e William Hurt como um casal que se afasta pela ameaça da velhice. Cada um reage de uma forma diferente: o arquitecto distinto de Hurt persegue os seus dias de glória, enquanto a dona de casa de Rossellini instala corrimões pela casa. Director: Julie Gavras Stars: William Hurt, Isabella Rossellini, Doreen Mantle, Kate Ashfield, Aidan McArdle, Arta Dobroshi, Luke Treadaway, Leslie Phillips, Hugo Speer, Joanna Lumley, Simon Callow, Nicholas Farrell, Joanna Bobin Photos No images were imported for this movie. Storyline Late Bloomers é protagonizado por Isabella Rossellini e William Hurt como um casal que se afasta pela ameaça da velhice. Cada um reage de uma forma diferente: o arquitecto distinto de Hurt persegue os seus dias de glória, enquanto a dona de casa de Rossellini instala corrimões pela casa. Collections: Julie Gavras Genres: Drama, Comedy, Romance Details Official Website: — Country: Belgium, France, United Kingdom Language: Italian, English Release Date: 13/07/2011 Box Office Company Credits Production Companies: Les films du Worso Technical Specs Runtime: 1 h 28 min Filmes 2011 Filmes Nuno Reis