Pillion Esta semana chega às salas um dos filmes mais difícies de descrever do último ano. A primeira longa de Harry Lighton por um lado segue a tendência recente de todos os meses um Skarsgård estrear por cá. Em Janeiro o pai com Valor Sentimental, no final de Fevereiro foi Bill em Crime em Direto. Agora é o mais velho, Alexander, com Pillion. Os outros dois andam mais pela televisão, mas não seria impossível estrearem algo. Estes nomes agora incontornáveis tomaram conta da produção e atraem multidões. Mas este filme é ao mesmo tempo transgressor e de nicho pois versa sobre a comunidade BDSM gay. Fica já uma nota sobre o título. Pillion é o nome britânico para o assento secundário da mota. Se fosse traduzido ainda nos dariam algo como “O Pendura”. Talvez atraísse o público errado à sala. Colin é um fiscal de estacionamento e cantor nas horas livres que tem um segredo. Não é o ser gay, isso todos sabem na família e no emprego. Até lhe arranjam encontros. É que ele gosta de ser submisso. Procura um homem que o domine, use, diga o que fazer. Quando entra em contacto com Ray (que já tinha visto num concerto) há um grande choque. Ray é de poucas palavras, mas além de dominador é imponente. Colin é uma sombra na presença deste motoqueiro que busa dele. O filme é sobre a relação e o que ambos procuram. Como estrela do filme temos Harry Melling que conhecemos desde sempre. Para quem não souber de onde o reconhece, foi o primo Dudley naquela saga que todos viram. Ele é um submisso de quem até se tem pena pelo que lhe fazem. Só se pensa “ele merecia melhor”, “ele arranjava melhor”. Mas quem não vê a intimidade, acha que ele vive o sonho pois arranjou um homem no mínimo impressionante. Skarsgaard, que na última década foi Tarzan e um viking, é o homem fisicamente perfeito. E mesmo entre as atitudes desrespeitosas e humilhantes que tem para com Colin, vemos que Ray tem algum carinho por ele. Até chega a haver ternura. Estre filme não é para chocar. À primeira impressão pode surpreender, mas esta edição foi ainda mais censurada que a exibida em festivais para que o público não achasse que era pornografia e choque. Sobra um filme hipnotizante e quase romântico. A maioria das cenas são normais para uma vida a dois. Tem algum sexo, mas também muita culinária, treinos, passeios de mota e dias passados no lago. Tem também pais que envergonham e um choque de gerações e cultural. Com tudo isto pode ser visto como drama ou comédia dependendo do estado de espírito e da companhia. É um filme transgressor e corajoso que não se consegue encaixar facilmente no cinema convencional. Acabamos a gostar de todas as personagens e a perceber as diferenças de mentalidades e as opções de vida. É um filme que ensina a aceitar o próximo e a não querer saber demasiados detalhes sobre a vida íntima de cada um. Pillion (2025) R 107 min - Romance, Drama, Comedy - 28/11/2025 Your rating: Colin, um homem tímido, deixa-se levar por Ray, um motociclista enigmático e incrivelmente atraente que o assume como seu submisso. Director: Harry Lighton Writers: Harry Lighton Stars: Harry Melling, Alexander Skarsgård, Lesley Sharp, Douglas Hodge, Jake Shears, Mat Hill, Nick Figgis, Zoe Engerer, Jake Sharp, Jacob Carter, Christina Carty, Zamir Mesiti, Rosie Sheehy, Miranda Bell, Monica Purcell, Anthony Welsh, Brian Martin, Georgina Hellier, Billy King, Paul Tallis, Mike Jones, Kevin Bazeley, Ian Wilson, Ross Mcrae, Miha Kavcic, Ben Hodgettes, Jack Genevois Photos No images were imported for this movie. Storyline Colin, um homem tímido, deixa-se levar por Ray, um motociclista enigmático e incrivelmente atraente que o assume como seu submisso. Collections: Harry Lighton Genres: Romance, Drama, Comedy Details Official Website: https://pillion.film Country: United Kingdom, Ireland, Netherlands Language: English Release Date: 28/11/2025 Box Office Revenue: $1.779.357 Company Credits Production Companies: BBC Film, BFI, Element Pictures, Fremantle, September Film Technical Specs Runtime: 1 h 47 min Filmes Filmes 2025 Nuno ReismotasLGBTQ