Rocky (1976) Quando se fala de boxe, o nome que todos se lembram imediatamente é Rocky. O primeiro filme desse herói do povo tem quase quarenta anos e ainda hoje a música, o suor, os socos na carne pendurada, a corrida escadaria acima para erguer os braços em celebração, não são apenas imagens marcantes de um filme dos anos setenta, são pequenos feitos de um homem que conseguiu cumprir o sonho americano. E esse homem chama-se Sylvester Stallone. Dizer que o filme é sobre cumprir o sonho na terra das oportunidades, não chega. O filme foi o sonho tornado realidade de um jovem actor que converteu a sua angústia como aspirante a actor num história intemporal sobre um aspirante a lutador. Enquanto Rocky tem a oportunidade caída do céu, porque ninguém mais queria enfrentar Apollo, Stallone teve mesmo de lutar contra tudo e contra todos para fazer este pequeno filme que se viria a tornar no mais rentável filme do ano, vencedor de três Oscares entre dez nomeações e um ícone do desporto. Stallone estravazou o que sentia para o papel. Podia contentar-se com a carreira de argumentista, mas apostou tudo. Era a história dele, queria ser o protagonista. Se escreveram um filme para vocês, não o cedam a outros. Os argumentistas Welles, Chaplin, Allen, Affleck, todos conseguiram uma carreira como actores/realizadores. Acreditem. Os produtores Irwin Winkler e Robert Chartoff torceram o nariz, mas apostaram com ele. E depois quis o destino que tudo corresse de feição. Muitas das cenas de culto foram assim por necessidades orçamentais (leia-se falta de orçamento).Os actores que aqui vemos, na sua maioria nomeados a Oscar, não foram as primeiras opções, foram os primeiros que aceitaram. É esse o encanto de “Rocky. É um trabalho de subestimados que lutam contra o sistema e triunfam perante o público, a crítica, a Academia, o Desporto e a História. É como se o destino de Rocky se concretizasse uma segunda vez, provando ser mais do que ficção. A vitória no combate é relativa, é o combate em si que importa. A vida de Rocky melhorou apenas com o convite. Ele não tencionava ganhar, ele só precisava que alguém acreditasse nele quando nem o próprio o conseguia fazer. Não bastou ouvir Mickey. Mickey: OK, I’m gonna tell ya! You had the talent to become a good fighter, but instead of that, you become a legbreaker to some cheap, second rate loanshark! Rocky: It’s a living. Mickey: IT’S A WASTE OF LIFE! Teve de o interiorizar. Teve de suar tudo o que tinha dentro para saber o que estava bem e mal com a vida que levava. Rocky: I can’t beat him. Adrian: Apollo? Rocky: Yeah. I been out there walkin’ around, thinkin’. I mean, who am I kiddin’? I ain’t even in the guy’s league. Adrian: What are we gonna do? Rocky: I don’t know. Adrian: You worked so hard. Rocky: Yeah, that don’t matter. ‘Cause I was nobody before. Adrian: Don’t say that. Rocky: Ah come on, Adrian, it’s true. I was nobody. But that don’t matter either, you know? ‘Cause I was thinkin’, it really don’t matter if I lose this fight. It really don’t matter if this guy opens my head, either. ‘Cause all I wanna do is go the distance. Nobody’s ever gone the distance with Creed, and if I can go that distance, you see, and that bell rings and I’m still standin’, I’m gonna know for the first time in my life, see, that I weren’t just another bum from the neighborhood. É este estado de espírito que leva ao sonho americano. Por isso é que Apollo entra no ringue como campeão consagrado e Rocky entra como candidato. Apollo seguro do estatuto, Rocky seguro de ter treinado o que podia para dar o máximo. Apollo tinha todo o apoio, com os amigos famosos presentes, e o público da arena simpatizar com ele. Rocky tinha os amigos a ver pela televisão e a namorada no balneário. No ringue, só precisava dos seus punhos. Confiava no seu treino. Passaram quase quarenta anos e vários filmes com momentos mais ou menos bons deste lutador que se tornou também um herói do povo. Stallone por muitas vezes perdeu e recuperou o respeito do público, mas Rocky continua numa patamar de divindade e o primeiro “Rocky” é ainda um filme incontornável sobre boxe e sobre a vida. “Flying Home Now” (e a posterior “Eye of the Tiger”) é ainda capaz de acelerar o coração de qualquer um, atleta ou não, para grandes feitos. “Rocky” é uma celebração da vida e do desporto. Rocky (1976) — 120 min - Drama - 20/11/1976 Your rating: Um cobrador sem educação de Filadélfia recebe uma oportunidade única na vida de lutar contra o campeão mundial de boxe de pesos pesados. Director: John G. Avildsen Stars: Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young, Carl Weathers, Burgess Meredith, Thayer David, Joe Spinell, Jimmy Gambina, Bill Baldwin, Al Silvani, George Memmoli, Jodi Letizia, Diana Lewis, George O'Hanlon, Larry Carroll, Stan Shaw, Don Sherman, Billy Sands, Pedro Lovell, DeForest Covan, Simmy Bow, Tony Burton, Hank Rolike, Shirley O'Hara, Kathleen Parker, Frank Stallone Jr., Lloyd Kaufman, Jane Marla Robbins, Jack Hollander, Joe Sorbello, Christopher Avildsen, Frankie Van, Lou Fillipo, Paris Eagle, Frank Stallone Sr., Robert L. Tangrea, Peter Glassberg, William E. Ring, Joseph C. Giambelluc, Joe Frazier, Michael Dorn, Arnold Johnson, Stu Nahan, Frank Pesce, Lavelle Roby, Arthur Tovey, John Pleshette, Butkus Stallone Photos No images were imported for this movie. Storyline Um cobrador sem educação de Filadélfia recebe uma oportunidade única na vida de lutar contra o campeão mundial de boxe de pesos pesados. Collections: John G. Avildsen Tagline: His whole life was a million-to-one shot. Genres: Drama Details Official Website: https://www.20thcenturystudios.com/movies/rocky Country: United States of America Language: English, Spanish, Italian Release Date: 20/11/1976 Box Office Budget: $1.000.000 Revenue: $225.253.184 Company Credits Production Companies: Winkler Films Technical Specs Runtime: 2 h 00 min Filmes 1970's Filmes Nuno Reis