Weapons Um dos filmes mais falados do ano chegou ontem ao streaming. Isso é uma oportunidade para o ver se na altura do lançamento o título não convenceu. O original “Weapons” foi trocado por “Hora do Desaparecimento” na maioria dos países de línguas latinas. Seguiram a estratégia do marketing que se focou na hora 2:17, e deixaram cair o título quase metafórico de Armas. É mais apelativo, mais misterioso, mas muito difícil de associar ao original. A trama começa de forma muito empolgante. Uma turma quase inteira de crianças desaparece a meio da noite, cada uma de sua casa, exactamente no mesmo minuto. A grande suspeita deste truque digo do Flautista de Hamelin, é a professora. Quem mais poderia ter influenciado quase vinte crianças a levantarem-se a meio da noite a a caminharem para parte incerta? E portanto, vamos ver o que se passa durante esse mês com a professora. E também com o aluno que não desapareceu, com o pai de uma das desaparecidas e mais algumas das personagens da vila. “Weapons” começa com essa ideia bem invulgar. Depois entra no género dramático com uma qualidade acima da média. Tem um bom desenvolvimento das personagens, sempre com um toque de estarmos num sonho. E à medida que vamos mudando de perspectiva, vamos tendo mais detalhes, o ritmo acelera, e precipitamo-nos para um desfecho inacreditável. Tem a coragem de uma pequena produção, com o elenco e o orçamento de uma grande. E o argumento dá a devida atenção e história a cada personagem, não as descurando como insignificantes. Vemos sem saber se cada uma é o herói que as encontra ou o vilão que as levou. Entre essas mini-histórias temos drama intenso, humor negro de grande nível, vários elementos sobrenaturais e momentos pacatos da vida diária. Temos desde pequenos arrepios bem pensados a scary jumps de qualidade. Tudo com um cuidado que faz do filme uma experiência muito agradável. Mesmo tendo mais de duas horas, as disperções entre personagens e géneros fazem parecer mais curto. Desilude quem ia pelo terror puro, mas por fugir às regras de um género funciona a vários outros níveis. E esconder crianças é algo muito eficaz, mesmo que seja rapidamente deixado para segundo plano. Como ponto contra, existem referências a armas que não eram necessárias. Servem para despistar o espectador quando este já estava perdido o suficiente. O segundo significado de armas que nos é dado é forte o suficiente. Em tudo o resto, “Weapons” é uma referência. Um dos poucos filmes de terror bons a estrearem este ano e um dos poucos filmes que ainda arrisca fazer diferente e fugir às velhas ideias. Precisamos de alguns assim todos os anos. Hora do Desaparecimento (2025) — 129 min - Horror, Mystery - 04/08/2025 Your rating: Quando todos, exceto uma criança, da mesma turma desaparecem misteriosamente na mesma noite, exatamente à mesma hora, uma comunidade é deixada a questionar quem ou o que está por detrás do seu desaparecimento. Director: Zach Cregger Writers: Zach Cregger Stars: Julia Garner, Josh Brolin, Alden Ehrenreich, Austin Abrams, Benedict Wong, Amy Madigan, Cary Christopher, Toby Huss, Whitmer Thomas, Callie Schuttera, June Diane Raphael, Scarlett Sher, Jason Turner, Anny Jules, Ali Burch, Michael Gene Conti, Eric Jepson, Ronny Mathew, Melissa Ponzio, Luke Speakman, Aaron Quick Nelson, Sara Paxton, Justin Long, Mohammed Fahmy, Clayton Farris, Carrie Gibson, Ashley Ames, Fidelus Singleton, Sarah Kopkin, Arya Posey, Carl Kennedy, Robert Hendren Photos No images were imported for this movie. Storyline Quando todos, exceto uma criança, da mesma turma desaparecem misteriosamente na mesma noite, exatamente à mesma hora, uma comunidade é deixada a questionar quem ou o que está por detrás do seu desaparecimento. Collections: Zach Cregger Genres: Horror, Mystery Details Official Website: — Country: United States of America Language: Spanish, English Release Date: 04/08/2025 Box Office Company Credits Production Companies: New Line Cinema, Subconscious, Vertigo Entertainment, BoulderLight Pictures, Domain Entertainment Technical Specs Runtime: 2 h 09 min Filmes 2025 Filmes Criança desaparecidaNuno Reis