The Lady (mini-série) Nuno Reis, 16 de Maio de 202616 de Maio de 2026 Está a estrear a série “The Lady”. Considerando o tempo que se tem falado do príncipe Andrew ultimamente, não é de estranhar que mergulhemos em histórias dos bastidores sobre tal personagem. No entanto posso já adiantar que não o vemos e a história não é sobre ele. Foi mesmo coincidência. A AXN enviou-nos o primeiro episódio desta nova mini-série de forma a podermos adiantar o que devem esperar. Vamos atualizar este artigo com os episódios à medida que saiam. Episódio 1 – a ninguém que se tornou assistente da Duquesa Tudo começa com a pequena Jane Andrews a fazer o mesmo que a maioria do país estava a fazer nesse dia: assistir ao casamento do Príncipe Charles com uma plebeia. Como diz o comentador, todas as raparigas no país devem estar a sonhar com ser princesas. Acabaram de ver que é possível. Anos depois, Jane é uma jovem e a vida não foi um conto de fadas. Um namorado inútil, um emprego que a deixa infeliz… mais vale acabar com tudo. Até que por divina providência chega uma carta. Tem uma entrevista de emprego no Palácio. O elevador social pode estar avariado, mas a porta das escadas está entreaberta. Somos avisados que é dos produtores de “The Crown”. Especialistas em falar da monarquia inglesa sem entrar nem demasiado na História, nem se deixarem levar pelos rumores. Nota-se nos detalhes das cenas que sabem que elementos usar de forma a indicar o que se vai passar. Um nome que surgiu nos créditos e me fez torcer o nariz foi Natalie Dormer. Sempre igual, sem graça. Quando a vi em pessoa pensei que se devia achar ainda em cena. E alguém no casting deve ter pensado no mesmo, pois escolheu-a para o papel mais pomposo que tinha: o de Duquesa de York. E que transformação! Finalmente mostra um leque de emoções. À medida que Jane foi fazendo a sua jogada e se impõe, vamos ver a Duquesa a vestir todos aqueles clássicos que ocuparam capas de revista. Até eu que não as lia tenho aquelas imagens gravadas. Dormer tornou-se a Duquesa num instante. E o que dizer quanto a Mia McKenna-Bruce? A protagonista tinha um ar familiar, próximo. Após muito pensar lá descobri que poucos anos antes, foi a estrela de How to Have Sex - A Primeira Vez. E esse desejo de então de a proteger do mal continua aqui, mesmo enquanto a vemos a ser cada vez menos oprimida e mais opressora. O início num baixo escalão social não difere muito do preconceito que tantas produções inglesas transmitem. A diferença é que esta Jane corta bastante com o passado e quase se torna uma nova pessoa. Vemos essa transformação de forma evidente. E precisamente por isso se recusa a voltar a ser menos do que isso. Além desses eventos em ordem cronológica ao longo do episódio, o que dará algum fio condutor à série é a prolepse sobre um crime. Em que se terá metido a nossa Jane para andarem atrás dela? O episódio parece um pouco curto. Como se tivessem acelerado a parte menos emocionante. Podiam ter esticado mais a história. E as cenas do próximo capítulo eram desnecessárias. Séries TV Nuno ReisMonarquia